Friday, May 19, 2006

Tudo Sobre: KORN _ «Breve História da Banda»

Em Bakersfield, CA nos Estados Unidos, quatro amigos formaram uma banda de heavy metal, os LAPD. Os guitarristas “Munky” Shaffer e “Head” Welch, o baixista “Fieldy Snuts” Arvizu e o baterista David Silvera andavam já há algum tempo à procura de um vocalista fixo e, depois de várias tentativas falhadas, encontraram, em 1993, Jonathan Davis, um estudante de ciências mortuárias que cantava na banda hardcore “Sexart”. Os cinco juntaram-se e rapidamente e mudaram o seu nome para “Korn”. Daí, foi rápido até conseguiram entrar em cena.
Em 1994 assinaram com a Immortal/ Epic que lhes marcou tours com Marilyn Manson, Megadeth e Ozzy Osbourne entre outros. Sem qualquer tipo de radiodifusão e pouca propaganda o álbum homónimo dos Korn foi crescendo devagarinho mas estavelmente na tabela de vendas até que chegou a disco de ouro. O disco foi um sucesso do qual ninguém estava à espera. A estética escura, revoltada e catártica que criaram nesse cd, juntamente com uma boa fusão de rap, hardcore e metal apelou a variados tipos de público e, devido a esse facto, apressaram-se a lançar um segundo álbum o mais rápido possível, “Life is Peachy” foi ainda maior sucesso que o primeiro e com ele, os Korn tornaram-se parte do maistream, passaram a passar na rádio e na MTV e chegaram a estar marcados como cabeças de cartaz para o Lollapalooza até que “Munky” foi diagnosticado com meningite.
Contúdo, os Korn não perderam tempo e em 1998 já tinham terceiro álbum, “Follow the leader” que soava mais forte que qualquer um dos discos anteriores e obteve ainda maior sucesso. No entanto, era também simultaneamente menos fresco que os dois primeiros. Parecia que o rap-metal dos Korn estava a começar a entrar num cul-de-sac. Mas os Korn não estavam por enquanto muito preocupados com isso já que vendiam excepcionalmente bem para uma banda metal. Termo que os Korn sempre odiaram, preferindo conotar-se como “rap-metal” ou “nu-metal”. Ainda em 1998, fizeram a Family Values Tour com Limp Bizkit, Ice Cube e Rammstein. A tour foi um sucesso tão grande que as bandas decidiram repeti-la todos os anos.
Em 1999 lançaram “Issues” que descartava a maior parte de influências rap na sua música. É possível que isto tenha sido uma decisão consciente deles já que nesta mesma altura bandas como os Limp Bizkit e os System of a Down começavam a tirar o trono dos Korn precisamente com a fórmula que eles tinham criado, mas de forma mais inovadora. Consciente ou inconsciente, a decisão acabou por ser boa, “Issues” foi um sucesso comercialmente e, artisticamente serviu para se distanciar um pouco da onda musical vigente que eles próprios tinham ajudado a criar.
Os Korn só voltaram em 2002 com “Untouchables”, um disco mais experimental e negro que os outros. Este disco confirmou a fuga da banda do som base nu-metal, mantendo o rap e funk que os distinguia ritmicamente mas nunca num rap explícito, optando antes por uma abordagem bem mais melódica. Apesar do sucesso dos seus esforços, os Korn continuavam a perder terreno e a serem “comidos” por outras bandas que emergiam. Eles sabiam que tinham de refrescar o seu som e foi precisamente isso que fizeram com “Take a look in the Mirror”, álbum que conseguiu obter o consenso de tanto fãs antigos como de um público novo, alheado de Korn.
Em 2005, Welch despediu-se da banda para seguir vocação de sacerdote e os Korn viram-se obrigados a gravar “See you on the other side” como um quarteto. “See you on the other side” acabou por ser o álbum mais bem disposto dos Korn, os temas sendo menos grotescos e mais coesos como canções. A banda já não se tinha que preocupar com a sua sobrevivência. Os Korn estão mais que seguros e referenciados no mundo do metal de hoje, mesmo que eles não gostem que se diga isso assim.
[Texto da autoria de Fillipe Bastos]
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Hey Fillipe,
Nem sei como agradecer toda a tua ajuda e empenho constantes...
Thanks a lot* =D