Sunday, December 03, 2006

... \Nova experiência/

Dando jus ao nome deste jornal ‘Alternativo’ não vejo o porquê de não comentar aqui a minha última experiência no que diz respeito a concertos. É verdade que tenho perdido muita coisa nestes últimos tempos…: Tool no passado mês de Novembro, Opeth no próximo fim-de-semana (já não fui a tempo dos bilhetes que se esgotaram quase automaticamente), entre muitas outras coisas que fazem com que uma pessoa vá ficando vazia interiormente e, ao mesmo tempo, que vá alimentando uma ânsia por ouvir sons ao vivo… (as batidas, ritmos, melodias…)

Antes até de apresentar o grupo (alterando ligeiramente a habitual forma de apresentação de criticas) vou seguir já de partida com a crítica do concerto e no fim rematarei então com a apresentação da banda porque, neste caso, acho que assim faz mais sentido para não se partir logo de início com algum tipo de ideia já preconcebida.
Acredito que se deve conhecer para se poder julgar e, como tal, achei que já era tempo de assistir a algo que usualmente não estaria habituada a ver… Apenas tenho a acrescentar que … me surpreendi e, por parte da banda, superaram também todas e quaisquer expectativas minhas.

Era noite do primeiro feriado do mês de Dezembro, tinham-me dito que o recinto não ia estar cheio porque ainda havia bastantes bilhetes à venda. Assim fui então, sozinha, lançada a uma nova experiência. Queria poder absorver todo o tipo de informação para formular então a minha própria ideia acerca deste assunto que já é, consideravelmente, bastante falado. Este era o primeiro concerto da digressão de estreia da banda… depois da sessão de apresentação do novo álbum (no anterior dia 27 de Novembro) já com mais de 20mil cópias vendidas.
Antes das luzes se apagarem, para se dar início ao concerto, olhei à minha volta… Vi um recinto composto de um número considerável de pessoas… crianças, pais, jovens adolescentes (não me alarmou grandemente dado que já me tinha mentalizado do possível público que estaria presente… foi conforme tinha idealizado).
Deu-se então início ao concerto quando todas as luzes se apagaram, uma multidão de gente gritou em euforia e fizeram-se ouvir os primeiros acordes.
Seguiu-se uma hora e meia de rock com melodias contagiantes, acordes, ritmos e batidas confiantes, efeitos de luz fantásticos que faziam realçar cada um dos quatro elementos em palco… no geral: uma presença incrível, (quem diria que ainda são tão novatos nesta vida). Para além da apresentação dos originais e um encore, tiveram lugar também duas covers: ‘Sol da Caparica’ dos Despe e Siga e ‘Chiclete’ dos Táxi, para dar espaço de dança aos mais graúdos e serem acompanhados em ritmo por todos os presentes. Resumindo… um bom concerto de rock que conquistou toda uma plateia.
Sinceramente tenho pena de que muitos sejam os que associam esta banda a uma outra coisa e não tenham a capacidade de apreciar o talento que está por detrás. Não é por terem aparecido inicialmente como actores de uma certa novela e terem aí surgido as oportunidades de se lançarem com mais força que terão de ser forçosamente associados a esse trabalho paralelo a este, que é o de serem bons artistas musicais com capacidades suficientes para conseguirem brilhar numa noite.
Tenho apenas pena de que não façam ou tenham feito parte do público mais gente de diversas idades que ali estivessem também para apreciar o talento e não apenas para gritar pelas alcunhas… pelo facto de estarem a ver ao vivo as supostas estrelas televisivas.
Contudo, quero dar os parabéns aos 4Elementos: Luke D’Eça, Francisco Borges, Nelson Patrão e David Gama que bem associam os 4Gostos numa composição de arregalar os olhos.